| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Corvida |
| Família: | Corvidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | C. cyanomelas |
A gralha-do-pantanal é uma ave passeriforme da família Corvidae.
Seu nome significa: do (grego) kuanos = azul intenso, azul escuro; e korax = corvo; e do (grego) kuanos = azul escuro; e melas = preto; cyanomelas, cyanomelana = azul e preta. ⇒ Corvo azul e preto.
No formato, ela é muito semelhante à famosa gralha-azul do sul do Brasil e à gralha-do-campo de todo o centro-oeste. Ao longe ou sob baixa iluminação (como dentro da mata ciliar) parece toda negra. No entanto, só a cabeça (parte), garganta e peito são negros. O restante do corpo é de um tom violeta forte, passando por uma área acinzentada escura. Bico forte, negro.
Sempre em grupos, alguns até com 12 gralhas, patrulham o ambiente em busca de alimento. Onívoras, comem desde pequenos invertebrados até filhotes de outras aves, bem como frutos e também podem destruir e comer colmeias de marimbondo. Carne com sal colocada para secar ao sol pode ser visitada por elas para retirar pedaços.
Ao menor sinal de perigo ou para manter contato emitem o chamado característico, um grasnado grave e curto, várias vezes repetido. Os demais membros do grupo logo repetem e começam a aparecer na vegetação, em galhos expostos, sempre gritando.
Social durante todo o ano, o ninho é feito com gravetos e parece haver cooperação entre todas para criar os filhotes. Seu ninho é de difícil localização.
Cruzam áreas abertas e rios com facilidade. O grupo atravessa aos poucos, indo uma ou duas por vez. O vôo é único, com batidas de asas em ritmos variados e com a cauda também movimentando-se. A impressão é de que não vai haver força para a travessia, apesar de serem excelentes voadoras. Não sendo perseguidas, acostumam-se com a presença humana e podem ser vistas nas áreas mais arborizadas.
Ocorre nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo